Novos equipamentos na emergência já salvam vida no município de Dores de Guanhães

Novos equipamentos na emergência já salvam vida no município de Dores de Guanhães

Qual o valor de uma vida? É comum fazermos essa pergunta, e respondê-la não é nada fácil, se é que há resposta para tal. No intuito de melhorar o atendimento na emergência ao paciente crítico no Centro de Saúde de Dores de Guanhães, o excelentíssimo prefeito João Eber B. Nomam, juntamente com a secretária de saúde srta. Deise Carvalho Alvarenga, não mediram esforços para novas aquisições de equipamentos para a sala de emergência e para a UTI móvel. E os resultados já são positivos e notório.

Com recurso próprio via processo licitatório, foram comprados Ventilador Mecânico e Cardioversor com monitorização cardiorrespiratória. Equipamentos essenciais para os cuidados intensivos ao paciente grave. E aguarda finalização do processo a compra da Bomba de infusão contínua. Além de medicações direcionadas ao cenário de emergência, como sedativos para intubação orotraqueal, aminas vasoativas e antibióticos parenterais de espectro ampliado.

 

Na visão do Dr. Everton F. Souza, médico emergencista, que atua no serviço de emergência do município, “o cenário da saúde de Dores de Guanhães atualmente eleva-se a uma realidade de grandes centros, com atendimentos a pacientes com parada cardiorrespiratória, insuficiência respiratória, AVE (derrame), infarto do miocárdio, traumatismo craniano, e outros. Uma diversidade de situações que ensejam rapidez, treinamento continuado, e equipamentos apropriados, seja para intubar um paciente ou monitorá-lo para melhor tomada de decisões”.

Práticas de educação continuada, como a oferecida pela secretaria de saúde de Dores de Guanhães a seus profissionais, todas às quintas-feiras, são posturas adotadas pela pasta que reforça o seu compromisso com a melhoria do serviço prestado à população. Já se passaram quase 01 (um) ano desde o início deste projeto e a qualidade nos atendimentos na emergência de Dores de Guanhães melhorou de sobremaneira.

Podemos citar 02 (dois) casos vivenciados pelo serviço nos extremos da idade, como conta Dr. Everton. “Há algumas semanas atendi uma criança de 04 (quatro) anos de idade com gastroenterite e desidratação grave em consequência dos vômitos e diarreia. A medida salvadora para esta criança seria a punção de uma veia para infundir soluções de hidratação. Como a desidratação agravou-se as veias periféricas tornaram-se mais difíceis de puncionar, e nos restou a punção de um acesso venoso central. Em muitos serviços na região, quando esta técnica é realizada é feita pelocirurgião. Como esta técnica é uma prática que adquiri ao longo de minha formação, obtive sucesso e pudemos salvar a vida desta criança”.

Além deste caso ilustrativo, após a aquisição dos últimos equipamentos para a emergência, uma senhora de aproximadamente 80 (oitenta) anos deu entrada no pronto atendimento com hipotensão (pressão baixa) em consequência de uma sepse de foco urinário (infecção espalhada no sangue). Após as condutas iniciais a equipe de emergência optou por iniciar medicação por acesso venoso central para elevar a pressão da paciente, antibiótico parenteral e colocá-la na monitorização cardíaca contínua. Como explica Dr. Everton, “monitorá-la e ter os parâmetros instantâneos do monitor cardíaco foi a pedra angular para tomada de decisão no caso desta paciente, uma vez que decidir por intubar ou não essa paciente e consequentemente precisar de um serviço de CTI (algo difícil no SUS) mudaria todo o contexto do atendimento. E o exame de eleição seria a gasometria arterial, método invasivo e pouco disponível nos interiores. Com a disponibilidade no município do monitor cardiorrespiratório e a Capnografia, pudemos inferir o equilíbrio do pH (acidez) no sangue desta paciente e tomar a decisão acertada no contexto de sepse”. Paciente foi tratada no município e teve alta recente.

Esses e tantos outros casos já são resultados de uma gestão séria e preocupada com o maior bem que possuímos, a vida. Se ainda não temos uma resposta para “qual o valor de uma vida ”, podemos dizer acertadamente quanto o município tem investido para salvar pelo menos uma.